Adaptação da semana: “A Hora do Lobisomem” (1985)

Título original: Silver Bullet
Gênero: Aventura / Drama / Horror
Duração: 95 min
Ano de lançamento: 1985
Direção: Daniel Attias
Roteiro: Stephen King
Produção: Dino De Laurentis e Martha De Laurentis
Música: Jay Chattaway
Orçamento: 7 milhões de dólares
IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0090021/
Elenco: Gary Busey (Tio Red); Everett McGill (Reverend Lowe); Corey Haim (Marty Coslaw); Megan Follows (Jane Coslaw); Robin Groves (Nan Coslaw); Leon Russom (Bob Coslaw); Terry’O Quinn (Sheriff Joe Haller); Bill Smitrovich (Andy Farton); Jow Wright (Brayd Kincaid); Kent Broadhurst (Herb Kincaid); Heather Simmons (Tammy Sturmfuller); James A. Baffico (Milt Sturmfuller); Rebecca Felming (Mrs. Sturmfuller); Lawrence Tierney (Owen Knopfler); William Newman (Virgil Cuts).
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Critica
Longos dias e belas noites! Preparem suas balas de prata, pois hoje iremos encontar um lobisomem! Ou como dizemos pelas bandas do Mundo-Médio, um troca-peles!
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O filme nos apresenta o temível monstro nas primeiras cenas, sem muitas cerimônias, vai direto ao ponto mesmo, característica muito incomum em Stephen King, que costuma fazer um trabalho mais minucioso de desenvolvimento de suas tramas. A trilha sonora é angustiante, realmente passa toda a tensão da cena, chega a nos deixar com vontade de roer as unhas e gritar: Olha o lobisomem! Corre! Sai dai! Tudo já começa com o coração batendo forte e querendo sair pela boca.
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Posteriormente somos apresentados à Marty Coslaw, um jovem paralitico que se locomove em sua  cadeira de rodas motorizada que possui o apelido de Bala de Prata, e à sua irmã mais velha (Jane Coslaw). Como a maioria das relações entre irmãos os pequenos conflitos acontecem com frequência e Jane interpreta seu irmão como um peso que ela deve carregar e detesta a sua responsabilidade, cobrada pelos pais, como irmã mais velha.
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Durante o Pic Nic da cidade Jane presencia um acontecimento envolvendo um homem e uma mulher que diz estar grávida,  um acontecimento corriqueiro, contudo este fato isolado se torna mais significativo depois na trama. O filme mostra que o seu ritmo é de tirar o fôlego de verdade quando antes mesmo de chegar em trinta minutos já podemos contar quatro vitimas do Lobisomem, normalmente os filmes de terror costumam deixar a intensificação dos ataques no final (para garantir que o espectador não desgrude da poltrona), todavia mesmo criando tamanha exposição do monstro o filme não nos deixa fechar os olhos, acredito que tal fato se deve porque o carisma na interpretação de Corey Haim (que já foi para a clareira no fim do caminho) faz com que simpatizemos com ele e desejemos saber qual vai ser destino nesse contexto. É uma pena mesmo que nunca mais poderemos apreciar esse talento que tantas coisas boas nos proporcionou. Um personagem que trabalha muito bem igualmente é o Tio Red, funcionando como um complemento ao brilho de Marty. Tio Red vem de um terceiro divórcio, tem um leve problema com álcool e portanto não é muito bem visto pela família, mas o amor de seu sobrinho faz com que esteja sempre por perto. Ele vai ajudar muito no decorrer da trama. Com os assassinatos brutais a pequena cidade fica em tensão, se trancando em suas casas e evitando sair após o cair da noite. Depois que os primeiros choques passam um pouco começam a exigir soluções do Sheriff Joe Haller que pasmo diante dos ocorridos não consegue obter esclarecimentos.
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O garoto apresenta ao Tio, supostamente a pessoa com mais chances de acreditar nele, a sua hipótese de que os crimes não estejam sendo cometidos por um ser humano, mas por um Lobisomem. Como era de se esperar as palavras do menino não ganham crédito, pois é visto como uma criança com muita imaginação.
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A cidade que está com os ânimos inflamados organiza uma caçada ao assassino, algo bem emblemáticos em clássicos do terror como Frankenstein, por exemplo, mas tudo é muito mal-sucedido e deixa o pavor ainda mais disseminado.
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Após a caçada fracassada temos ainda mais corpos a serem enterrados e tudo fica ainda pior. Este é o ponto em que a trama vai entrar em seu embate principal: Marty Coslaw vs. O Lobisomem! Uma cena na igreja serve como a soleira desta porta (transição para um novo capítulo). Esta cena me fez lembrar do trabalho de Rick Baker em “O Lobisomem Americano em Londres” (filme anterior à este e o qual recomendo).
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Agora as suspeitas sobre quem seja o lobisomem ficam fortes, mas ainda assim fica uma pequena pulga atrás da orelha: Será?
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O confronto face-a-face da criatura e do garoto acontece e um fato que será decisivo para descobrir a identidade do Lobisomem ocorre (por muita sorte). A trilha sonora profundamente tétrica em antítese com a ingênua alegria do menino em soltar alguns fogos de artificio, presente de seu tio, é uma sequência de fazer a respiração ficar acelerada.
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Quando o garoto consegue forjar um meio para identificar o monstros a sua irmã decide, ao ver o verdeiro desespero em nos olhos à sua frente, auxiliá-lo e elabora uma desculpa para falar com os moradores da pequena cidade. E numa das visitas à uma casa encontro aquele que sem sombra de incertezas é o lobisomem.
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Agora são dois os que sabem da existência do verdadeiro mal que assola a cidadezinha e juntos tentam convencer ao seu tio, visto que ter um adulto que acredita nessa história seria o primeiro passo para realmente punir o  criminoso. Inicialmente ele mais uma vez não acredita no relato das duas crianças, mas depois que o individuo que é o Lobisomem persegue, em sua forma humana, Marty, uma prova acidental é conseguida e está formado o grupo (ka-tet) que enfrentará o monstro. Como diz a lenda somente uma bala de prata pode matar um lobisomem e para consegui-la Marty e Jane dão duas correntes de prata que usavam ao seu tio que por meio de um conhecido obtém uma única bala de prata, dando somente uma única chance de sucesso para o embate.
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Os pais de Marty e Jane viajam. É o momento perfeito para confrontar o monstro que segundo o raciocínio do menino virá atrás dele nessa última noite de Lua Cheia!
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Este é um filme de terror bastante artesanal, sem muitas reviravoltas e  mistérios que prefere retirar todo o ar do espectador com golpes precisos e diretos, sem floreios, trabalhando em cima de excelentes atuações e sendo fatal como… Uma bala de prata!
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Até outro momento.
Edilton Nunes

Edilton Nunes

Graduado em Letras pela UEG (Universidade Estadual de Goiás), viciado em literatura de terror/suspense, amante incondicional de séries e Hq´s e fã de carteirinha do mestre Steve há pelo menos 20 anos.

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4 Responses to “Adaptação da semana: “A Hora do Lobisomem” (1985)”

  1. Priscillard disse:

    Oh, King que fez o roteiro xD Não sabia que o livro era curtinho – como Sr. Androide Myke me informou. Acho que isso contrinuiu para um filme melhor, mais amplo e mais fiel.

  2. Mariana Diaz disse:

    Gosto bastante desse filme. Se é q posso dizer assim, ele cheira a infância para mim. ^^ rs
    Lembro de assisti-lo quando era mais nova e ficar roendo as unhas tentando descobrir quem seria o lobisomem.

    Assisti ao filme antes de ter o prazer de ler o livro, mas posso afirmar q a adaptação ficou bem fiel e ambos são igualmente bons. O livro, assim como o filme, não tem rodeios e vai diretamente à “ação”.
    Recomendo!

  3. […] Reverendo Lowe no filme “A Hora do Lobisom”. Vocês podem ler a resenha do filme aqui. Reverendo […]

  4. marcio Valentim disse:

    Um dos melhores filmes de lobisomem sou fã dessa pérola recomendo

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