Livro da Semana: “Fúria” (Rage)

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Título Original: Rage
Título Traduzido: Fúria
Ano de Publicação: 1977
Data de Publicação nos EUA: Setembro de 1977
Personagens Principais: Charlie Decker, Ted Jones, Jean Underwood, Carol Granger, e Donald Grace
Cidades da História: Gates Falls (Fictício)
Estados da História:  Maine
Disponível no Brasil pelas Editoras: Francisco Alves (1986)

Sinopse

O livro conta a história de um aluno que, armardo, torna reféns professores e colegas. Existem boatos de que o livro causou certa polêmica nos Estados Unidos, pois alguns jovens seguiram o exemplo do personagen e transformaram suas escolas num verdadeiro inferno. Eles confessaram haver lido o livro Rage e se inspirado nele para cometer os seus delitos. Stephen King tirou o livro de circulação e, hoje, Rage se tornou um dos livros mais raros do autor de inúmeros bestsellers.

Neste livro King narra a história de Charlie Decker, um estudante secundário de uma pequena cidade chamada Placerville, no Maine. Após ser expulso de seu colégio, armado com uma pistola que pertence ao seu pai, ele volta ao colégio mata sua professora e mantém seus colegas como reféns. Charlie e seus colegas começam apartir daí um jogo perverso onde cada um colocará perante todos suas raivas mais intensas. Raivas contra o sistema educativo, contra as desigualdades socias, contra a sociedade, contra o inevitável em suas jovens vidas. Fúria  foi o primeiro romance de King sob o pseudônimo de Richard Bachman. Foi escrito em 1966 , sendo publicado em 1977.  A Obra causou bastante repercussão pelo seu teor violento.

Sinopse detalhada (contém spoilers)

Charles Everett Decker é um adolescente revoltado com o pai violento, e com um mundo que ele julga hipócrita. Charles está prestes a explodir, e  após ser chamado na diretoria, seu pavio queima de vez.  Após sair da sala do diretor, depois de ser repreendido, Charles sai determinado a dar uma lição em  toda a escola, uma lição inesquecível.

Ele segue para seu armário escolar, de onde tira uma arma e munição, e ele então resolve colocar fogo dentro do armário para que o alarme soe, tirando a atenção de todos e  fazendo com que se retirem do colégio.  Antes de voltar pra sala de aula, Charles pega o cadeado de seu armário e guarda no bolso da camisa. Voltando a sala de aula, Charles não perde tempo e atira na cabeça da professora de álgebra, que cai instantaneamente morta.

Com o barulho do tiro, todos na escola, exceto a turma que Charles mantém refém, entra em pânico e sai correndo pra fora da escola. Policias e bombeiros são chamados. Um outro professor tenta arrombar a sala onde está Charles, e ele atira pela vidraça na cabeça do homem, que também cai morto.

Através de flashbacks, Charles conta alguns fatos de sua vida, que nos dá pistas de suas motivações para cometer tal atrocidade. Porém não é só ele que tem oportunidade de expor seus segredos, a  turma toda começa a debater suas vidas, seus medos e ambições. E com o tempo, todos começam a gostar daquela situação, não sentindo mais medo, e apoiando seu ato insensato. É importante ressaltar que Charles desde o início deixa claro que não machucará ninguém, que a lição seria apenas para o corpo docente. O único que parece contra ir contra a idéia de  Charles, é Ted Jones, que espera uma única chance pra derrubá-lo e se tornar o herói da escola.

Enquanto isso, várias são as tentativas do psicólogo em convencer Charles a acabar com aquela loucura, todo diálogo é realizado pelo interfone.  Todavia o garoto facilmente vira o jogo com suas brincadeiras psicológicas deixando o médico à beira da insanidade. Um dos grandes momentos do livro ocorre quando Charles leva um tiro no peito por um atirador de elite, mas para sua sorte, o cadeado o salva.

Após dar sua lição de moral em todo mundo, e conforme o combinado, Charles libera toda a turma,  mas não antes de, junto com a turma toda, humilhar Ted Jones. Os policiais então invadem o local, e Charles fingindo reagir, é alvejado várias vezes.

No fim da história,  Charles é julgado e condenado pelas duas mortes, porém não cumprirá sentença, pois dois psiquiatras o detectaram com insanidade mental, não sendo assim responsável pelos seus atos. Ficará  internado na Augusta State Hospital, onde deverá ser submetido a tratamento até que seja oficialmente declarado responsável, a fim de responder pelos atos que praticou. No Hospital, Charles sempre tem notícias do mundo exterior, pois recebe cartas de seus amigos.

Curiosidades

  • King admite que escreveu Fúria numa época de grande repressão sexual, envolvimento com entorpecentes, e grandes revoltas.
  •  Tempos mais tarde, uma cópia de Fúria foi encontrada dentro do armários do estudante que cometeu o massacre de Columbine.
  •  Atualmente, Fúria só pode ser lido na rara antologia Os Livros de Bachman publicado no Brasil pelo editora Francisco Alves em 1987.
  • Raiva é um dos únicos livros de Stephen King que permanece fora de catálogo, a pedido do próprio rei. Por quê? Nada menos que quatro tiroteios em escolas ou situações envolvendo reféns estudantes foram pelo menos parcialmente inspirado no romance. A ligação tornou-se tão preocupante que o rei já não se sentia confortável do livro estar amplamente disponível.

Lana Francielle

Lana Francielle

Lana Francielle, fã de Stephen King desde a adolescência, começou a colecionar livros do Mestre desde 2002. Atualmente reside em Anápolis/GO e administra a comunidade Mundo Stephen King.

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One Response to “Livro da Semana: “Fúria” (Rage)”

  1. Spartaco Nottoli disse:

    Olá,

    Tendo em vista que a Suma de Letras já conseguiu adquirir os direitos de publicação de dois livros considerados raros no Brasil, os casos de “Cujo” e “A Incendiária”, que serão ainda lançados este ano, será que existe a possibilidade de vermos republicado por aqui “Fúria”.

    Obrigado pela atenção.

    Abraço.

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