Livro da Semana: “O cemitério”

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Título Original: Pet Semetary
Título Traduzido:
O Cemitério
Ano de Publicação:
1983
Data de Publicação nos EUA:
14/11/1983
Personagens Principais:
Louis Creed, Jud Crandall, Victor Pascow, Gage Creed, e Rachel Creed
Cidade da História:
Ludlow (Maine), Chicago (Illinois)
Estados da História:
Maine, Illinois
Adaptação:
Cemitério Maldito (1989)
Derivados:
Cemitério Maldito II (1992)Pet Sematary (201x)
Disponível no Brasil pelas Editoras:
Rio Gráfica (1985) – Círculo do Livro (1986) – Francisco Alves (1987) – Planeta DeAgostini (2004) – Objetiva (2006) – Ponto de Leitura (2011)

Sinopse

Uma das histórias mais assustadoras de Stephen King, O Cemitério mostra como a dor e a loucura, muitas vezes, dividem a mesma estrada.

“Este romance de King é, ao mesmo tempo, um maravilhoso retrato de família e o livro mais assustador que já foi escrito… As últimas cinquenta páginas são tão horripilantes que conseguem tirar o fôlego do leitor… Espirituoso, inteligente, observador, King nunca foi um artista tão humano.” – Publishers Weekly

Louis Creed, um jovem médico de Chicago, acredita que encontrou seu lugar naquela pequena cidade do Maine. A boa casa, o trabalho na universidade, a felicidade da esposa e dos filhos lhe trazem a certeza de que fez a melhor escolha. Num dos primeiros passeios familiares para explorar a região, conhecem um “simitério” no bosque próximo a sua casa. Ali, gerações e gerações de crianças enterraram seus animais de estimação.

Para além dos pequenos túmulos, onde letras infantis registram seu primeiro contato com a morte, há, no entanto, um outro cemitério. Uma terra maligna que atrai pessoas com promessas sedutoras e onde forças estranhas são capazes de tornar real o que sempre pareceu impossível.

Originalmente publicado sob o pseudonimo de Richard Bachman, “O cemitério” é uma das novelas mais aterrorizantes de Stephen King. Com um enredo bastante denso, que foca, principalmente, na questão da dificuldade em lidar com a perda de entes queridos e com o mistério que é a morte, King nos transporta para um mundo obscuro, onde os piores pesadelos do jovem médico Louis Creed acabam se tornando reais.

Sinopse Detalhada (contém spoilers)

Louis Creed, um médico de Chicago, é o diretor apontado da Universidade do Maine, na área de serviço de saúde. Ele se muda para uma grande casa, próxima à cidade de Ludlow, com sua esposa, Rachel, e seus dois jovens filhos, Ellie e Gage. Há também o gato da filha Ellie chamado Winston Churchill, ou apenas Church. Desde o momento em que chegam, a família tem certa má sorte: Ellie machuca o joelho após cair de um balanço de pneu, e o pequeno Gage é picado por uma abelha. Felizmente, seu novo vizinho, um velho homem chamado Judson Crandall vem para ajudar. Ele adverte Louis e Rachel sobre a auto-estrada, que passa em frente à nova casa; ela é constantemente usada por grandes caminhões da Orinco nas proximidades de uma fábrica de transformação química.

Jud e Louis rapidamente tornam-se grandes amigos. Desde que o pai de Louis morreu, quando ele tinha três anos, sua relação com Jud pega uma grande dimensão, tão próxima a pai e filho. Algumas semanas depois de os Creeds se mudarem para a nova casa, Jud coloca a amizade em prática quando leva a família para um passeio na floresta para trás da casa. O caminho de terra conduz a um cemitério (escrito errado para “Simitério”) onde as crianças da cidade enterram seus animais de estimação que morreram. Isso provoca um grande argumento entre Louis e Rachel no dia seguinte. Rachel desaprova de falar com Ellie sobre a morte, pois se preocupa pelo modo com que ela possa ser afetada por tudo aquilo que viu no “simitério”. (Isso é explicado mais tarde. Rachel é traumatizada pela morte precoce de sua irmã, Zelda, que morreu de meningite espinhal, uma inflamação da membrana protetora que cobre o sistema nervoso central).

Louis tem uma experiência traumática durante a primeira semana de trabalho quando Victor Pascow, um estudante que foi fatalmente ferido ao ser atropelado por um carro, faz com que Louis tenha uma nova visão sobre a morte. Na noite seguinte à morte de Victor Pascow, Louis tem experiências que, de começo, acredita ser um sonho. Mas que não é. Victor Pascow aparece para Louis, durante a noite, o leva ao sombrio “simitério” e se refere especialmente ao “vale da morte” (uma perigosa pilha atrás das árvores que forma uma barreira atrás do “simitério”) e avisa Louis para ele “não ir além, não importa o quanto você achar que preisa”. Louis acorda no dia seguinte, convencido de que tudo foi um sonho, até ele olhar para a coberta e para os seus pés e vê-los sujos de terra. Louis ainda afasta o sonho (como produto do stress que ele teve durante a morte de Victor Pascow) juntamente com sua mulher, que continua persistente a respeito do que se trata sobre a morte. Ele acha que a sujeira de terra chegou até a sua cama devido ao seu sonambulismo.

Louis é forçado a enfrentar o tema da morte quando Norma, esposa de Jud Crandall, sofre um quase-fatal ataque cardíaco. Graças a atenção imediata de Louis, Norma faz uma rápida recuperação. Jud é grato pela ajuda de Louis e decide ajudá-lo a “trazer de volta” o gato da família Creed, Church, que foi atropelado emorto na auto-estrada. Rachel e as crianças foram visitar os pais de Rachel em Chicago, mas Louis evita em dar essa má notícia a jovem filha, pois ela adora o gato. Simpatizado com Louis, Jud o leva para o “simitério”, supostamente para enterrar o gato. Em vez de parar lá, Jud leva Louis para trás do “vale da morte”, atrás do “simitério”, onde há um verdadeiro cemitério: um antigo cemitério que foi usado pelos índios nativos americanos (os índios Micmac). Louis enterra o gato com a instrução de Jud Crandall.

Parecendo não acreditar em muita coisa, Louis acha que o assunto sobre o gato foi encerrado, isso até a tarde seguinte, quando o gato retorna para casa. Entretanto, é claro que Church não é o mesmo que antes. Enquanto ele costumava ser vibrante e vivaz, ele está agora, nas palavras de Louis: “um pouco assustador e cansado”. Church instintivamente caçava bastante camundongos e aves para comer, mas ele apenas os caça para rasgá-los, e não comê-los. O gato também está cheirando mal que Ellie não quer mais que ele durma em seu quarto durante a noite. Jud confirma que essa condição é a regra, não a exceção, no caso de animais que foram ressuscitados desse modo. Louis está profundamente perturbado com a ressureição de Church e começa a desejar nunca ter feito aquilo.

Tragicamente, meses depois, Gage é atropelado por um dos caminhões da Orinco. Separados com o desespero, Louis considera trazer seu filho de volta à vida com o poder daquele cemitério. Jud, adivinhando o que Louis está planejando, tenta dissuadir Louis contando-lhe uma história amedrontadora sobre a última pessoa “ressuscitada” por aquele cemitério, começando a dizer “às vezes, a morte é melhor”. Jud conclui que “o lugar tem poderes” e que este poder causou a morte de Gage pois ele o mostrou como fazer. Há histórias que o cemitério foi deixado pelos índios micmac por suas vítimas serem mortas por canibalismo.

Apesar disso, a dor de Louis o obriga a levar o seu plano adiante, mesmo com Jud tentando impedir. Sua esposa viajou para Chicago com sua filha para visitar os seus pais, na tentativa de esfriar a cabeça e esquecer a morte de Gage. É então que Louis rouba o corpo de seu filho, Gage, do cemitério (quase sendo pêgo pela polícia que vigiava as ruas ao redor do cemitério) e vai até o cemitério Micmac, atrás do “simitério” feito pelas crianças. Ao longo do caminho, o Wendigo (um monstro da floresta) o assusta, mas a própria determinação de Louis o faz continuar.

O enterro que Louis faz no poderoso cemitério tem consequências terríveis para ele e as pessoas ao seu redor. Gage volta da morte como um ser monstruoso, uma sombra demoniaca dele mesmo, capaz de falar como adulto. Ele primeiro “conversa” com Jud sobre a sua esposa, chantageando-o dizendo que ela o traiu com seus amigos. Então, ele mata Jud com o bisturi cirúrgico de Louis. Depois ele mata a sua mãe, Rachel, que acaba de chegar de viagem com um carro alugado, preocupada com Louis. Louis confronta com o seu filho e o manda de volta para o seu túmulo, definitvamente morto, após aplicar nele uma dose letal de morfina de seu estoque médico. A última palavra de Gage para Louis foi “Daddy!”. Nós vemos então que Louis, nem mesmo assim, aprendeu com os seus erros. Após queimar a casa de Jud Crandall para esconder as evidências, ele volta ao cemitério para enterrar o cadáver de sua esposa morta. Aquela noite, Louis está mexendo no baralho, sozinho, quando ele sente uma mão fria cair em seu ombro. Então, ele ouve uma voz que parece estar cheio de terra: “Querido…”

Na versão adaptada para o cinema de 1989, esse final continua.Ambos se beijam, e enquanto isso, Rachel pega lentamente uma faca de cozinha. O filme termina com a tela se escurecendo e escutamos Louis gritar.

Capas

Sinopse Detalhada via Wikipédia

Edilton Nunes

Edilton Nunes

Graduado em Letras pela UEG (Universidade Estadual de Goiás), viciado em literatura de terror/suspense, amante incondicional de séries e Hq´s e fã de carteirinha do mestre Steve há pelo menos 20 anos.

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4 Responses to “Livro da Semana: “O cemitério””

  1. vinícius disse:

    “O solo do coração de um homem é empedernido, Louis. Um homem planta o que pode e cuida do que plantou”. Essa frase nunca mais vai sair da minha cabeça, mas não pela frase em si, e sim pelo modo sobrenatural de como ela foi dita pelo pascow, segundos antes de morrer. Mesmo não conseguindo ler a noite devido as supostas vozes que eu ouvia quando estava lendo(ainda mais depois da parte do wendigo), eu gostei muito do livro(o primeiro que li do stephen King), até mais que do filme (que é um resumo do resumo do livro). Virei fan do “mestre” King.

  2. Janaina disse:

    Muito boa a resenha parabens,realmente esse livro é assustador

  3. Rafael disse:

    Pra mim, esse é o melhor livro do Steve !!! Serio, já li umas 5 vezes, e acho a história simplesmente perfeita !!! Tem horror ao extremo, medo, loucura, depressão, tristeza, mágoas, morte. É uma história forte, que te prende, e você se sente meio “louco” como o Louis.

  4. Aloisio disse:

    Ja li a muuitos anos atrás, estou lendo de novo. Horripilante, melhor historia do melhor escritor de suspense do mundo!

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