Salem (1975)

salem

Título Original: Salem’s Lot
Título Traduzido: A Hora do Vampiro e Salem
Ano de Publicação: 1975
Data de Publicação nos EUA: 17/10/1975
Personagens Principais: Ben Mears, Susan Norton, Richard Straker, Padre Donald Callahan, e Matt Burke
Cidades da História: Cumberland County (Maine), Jerusalem’s Lot (Fictício – Maine)
Estados da História: Maine
Adaptação: Os Vampiros de Salem (1979)
Derivados: O Retorno a Salem’s Lot (1987) – A Mansão Marsten (2004)
Disponível no Brasil pelas Editoras: Record (1980)Nova Cultural (1988) – Planeta DeAgostini (2004) – Objetiva (2006)Ponto de Leitura (2010)

SOBRE O LIVRO…

Ben Mears, um escritor, acaba de se mudar para a pacata cidade de Jerusalem’s Lot, ou ‘Salem’s Lot, como é carinhosamente conhecida, onde passou boa parte da infância. Ao mesmo tempo em que ele chega, também chega o misterioso Sr. Straker, proprietário de uma loja de antigüidades, juntamente com seu amo, o mais misterioso ainda, Kurt Barlow. Quando crianças e adultos desaparecem, Ben e um grupo de amigos descobrem a terrível verdade, Kurt e Straker são uma ameaça, e cabe a Ben, seus amigos e o menino Mark porem um fim a ela, antes que ‘Salem’s Lot inteira seja dominada pela referida ameaça.

CURIOSIDADES

  • O título original do livro seria “The Second Coming” (A Segunda Vinda), que não foi utilizado por lembrar algo de tom sexual (“cuming”, algo como “gozada”) . Depois, o título seria Jerusalem’s Lot, o qual não foi aceito pela Doubleday por soar muito religioso. Para encurtar o nome e não optar por um extremo ou outro da moralidade, a editora em parceria com Steve optou por Salem’s Lot.
  • Concorreu no World Fantasy Award for Best Novel em 1976.
  • A inspiração da novela veio de uma ponderação do que aconteceria se Drácula viesse para Nova York nos dias de hoje. A resposta foi dada por sua esposa, Tabitha: seria atropelado por um táxi. King acabou concordando, mas pensou, e se ele fosse para uma cidade rural?
  • Também inspirado no clássico Drácula, de Bram Stoker.
  • King diz que o livro é muito influenciado pela política, pois o escreveu num período de conflitos, entre eles o escândalo de Watergate, e a ligação de Gordon Libby e a CIA. Ele revela que o livro tem mais a ver com “Os Invasores de Corpos” de Jack Finney, do que com o próprio Drácula.
  • A visão de Ben Mears dentro da casa dos Marsten do seu dono enforcado surgiu de um sonho de King de quando ele era criança. Nele, King entrava num quarto e via um corpo enforcado com uma placa com a inscrição “Robert Burns”, mas quando o vento entrava no quarto e fazia o corpo se virar, era o rosto de King, apodrecido e comido por pássaros. Claro que o pequeno King acordou gritando.
  • Originalmente a cidade de chamaria Monsom, e o personagem Barlow se chamaria Sarlinov.


CURIOSIDADES COM SPOILERS

  • Existem elementos deletados que não chegaram a ser incluídos no resultado final da obra: uma conversa entre Ben e Susan sobre a verdadeira natureza do mal; cena estendida de Straker entregando seu “sacrifício” a seu “pai escuro”. Uma cena em que depois de ser declarado morto, o vampirismo de Danny Glick seria mostrado mais proeminente; ao invés de receber uma carta de Barlow, os protagonistas receberiam uma fita cassete (com a participação de Susan); a morte do Dr. Jimmy Cody seria muito mais horrível. Ao invés de ser empalado numa armadilha de facas armada pelos vampiros, ele seria comido vivo por ratos; mais cenas de vampiros causando o caos; Sandy McDougall é mordida por seu bebê Randy, Dud Rogers morde Ruthie Crockett. Depois os vampiros McDougall seriam mortos por Jimmy Cody; no original, ao invés de ser obrigado a beber o sangue de Barlow, o Padre Callahan o esfaquearia, e depois se mataria. Furioso, o vampiro decapitaria o cadáver do padre, e o penduraria de cabeça para baixo; ao invés de morrer com uma estaca no peito, Barlow morreria queimado pela luz do sol. Mais ratos apareceriam na batalha final também.

CONEXÕES

SALEM E A COISA: Quando Mark Petrie recebe a visita de Danny Glick, ele tenta se acalmar recintando o seguinte verso: “In vain he thrusts his fist against the posts and still insists he sees the ghosts.” Esse mesmo verso é utilizado por Bill Denbrought no livro A Coisa, e possui um papel importante na luta contra o palhaço Parcimonioso. (Infelizmente essa conexão se perdeu na tradução)

SALEM E A PLAYBOY: O escritor Ben Mears diz em uma ocasião que “às vezes, quando estou na cama à noite, imagino que  a Playboy está  me  entrevistando.  Pura  perda  de  tempo.  Eles  só entrevistam autores que fazem sucesso na universidade.” Essa afirmação é auto biográfica, mostrando que Stephen King não acreditava que um dia teria uma entrevista publicada na Playboy. Como curiosidade, ele teve uma entrevista na Playboy de 1983, e mencionou esse trecho para mostrar como era inseguro no início da carreira.

SALEM E GATE FALLS: A cidade de Gate Falls é mencionada em um momento da narrativa. Ela vai ser cenário para diversas histórias, entre elas Heart in Atlantis, O Corpo, Blaze, Raiva, A Planta e muitos outros.

CAPAS

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Edilton Nunes

Edilton Nunes

Graduado em Letras pela UEG (Universidade Estadual de Goiás), viciado em literatura de terror/suspense, amante incondicional de séries e Hq´s e fã de carteirinha do mestre Steve há pelo menos 20 anos.

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10 Responses to “Salem (1975)”

  1. Danilo disse:

    Muito legal a iniciativa do site. Parabéns!

    Como sugestão poderia ser incluido nas resenhas dos livros possíveis referências a outras histórias de Stephen King, já que, no final das contas, é o mesmo universo ficcional.

    No mais, na ânsia para a resenha do próximo livro.

  2. @cyberlivingdead disse:

    “A Hora do Vampiro” realmente é muito bom! Pena que o pessoal que traduziu aqui no Brasil resolveu jogar um spoiller logo no título!

  3. Mariana Diaz disse:

    Um ótimo livro. Não é o meu favorito do King, mas com toda certeza é um livro incrível. Já vi o filme também mas infelizmente ele não é tão bom quanto o livro…
    fazer oq, né?! Paciência… ¬¬

  4. Henny disse:

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  8. Allison Roberto disse:

    Achei o livro lá na Amazon por, acredite, 0,01 centavo! E o melhor, por algum erro deles lá, não paguei nada, nem o frete!

    A edição que eu “comprei”? Sabe aquela especial da capa branca com trechos cortados e lançada em meados de 2004~2005, salvo engano? ELA MESMO! (não tem a capa ali) Imagem: http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTboTspyaUHWsJlT6MYFMs6weJQTRWK7Pje6gCIFLhU6DwnwUMeUxnYC-z5dA

    Capa-dura, bem conversada, gratis… Sò faltou vir autografada!

    E o livro? O LIVRO É EXCELENTE@! =D

  9. Edilton Nunes Edilton disse:

    Caramba… Que mamata heim Allison. Quem dera conseguisse comprar ele por esse preço rs

  10. Homepage disse:

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